Pousada Tannourin – Itaipava

By: cgzeromenosum

Jun 24 2008

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Fomos a Itaipava para a abertura do Mastercasa no dia 13/06/08 e entramos previamente em contato com a Pousada Tannourin, por indicação, para fazermos a devida reserva.

Chegamos com duas malas e bolsas e sem nenhuma ajuda de nenhum funcionário (não nos foi oferecido nenhum tipo de auxílio pela recepcionista).

Apesar de aparentemente vazia, nos haviam reservado uma acomodação fora do corpo da casa principal, a mais de 6 metros de altura com acesso externo através de uma escadaria que, a princípio, nos pareceu mais um castigo antecipado por qualquer falha que pudéssemos cometer como hóspedes do que uma simples oferta de uma vista panorâmica que a suíte pudesse oferecer. Preocupou-nos o acesso com a bagagem sem o auxílio de qualquer funcionário que pudesse nos auxiliar com a subida e descida das mesmas e o acesso sob chuva ao chegar à noite e ao café da manhã de dia, além da sensação de desamparo total em caso de uma necessidade eventual.

A acomodação foi recusada e solicitada outra no corpo da casa principal, concedida sob desculpas de que não seria possível adicionar uma cama extra além da de casal existente. Impossibilidade esta não imposta a três hóspedes que passaram pela mesma experiência, quase traumática, e que chegaram depois de nós.

Cientes de que horário do café da manhã era das 08h00min às 11h00min, informamos à recepcionista de plantão ao completarmos o check in, que nos ausentaríamos da pousada às 08h30min, no dia seguinte para atividades físicas, mas que retornaríamos a tempo para a nossa primeira refeição matinal.

No dia seguinte, por vota das 08h30min, passamos pela sala do café, onde encontramos as três hóspedes anteriormente mencionadas aguardando a chegada do pão e do suco, cujo processo de produção através de espremedor elétrico quase funcionou como despertador, caso não o tivéssemos. Aproveitamos a oportunidade para avisarmos, mais uma vez, dessa vez ao recepcionista de plantão, que estaríamos de volta para tomarmos café da manhã ainda dentro do horário definido pela pousada.

Voltamos por volta das 10h15min e fomos surpreendidos com mesas vazias, sem qualquer louça, talheres e alimento, tendo sido necessário nos dirigirmos à cozinha para solicitar o que de direito à funcionária da pousada. Depois de muitos minutos à mesa, deu-se início à chegada temporizada e parcial dos elementos que deveriam compoô-la, ou seja: garrafa térmica com café, minutos depois xícaras e pires – sem pratos auxiliares, faca e nenhum garfo, cesta de pães com unidades contadas e duas taças individuais com frutas sendo uma com mamão e melão e outra somente com mamão – nos obrigando a compartilhar irmãmente as quantidades faltantes. Aveia e suco? – só foram providenciados – o suco em quantidade única e individual – depois de termos qualificado verbalmente a qualidade do café da manhã como “ruim”. Enfim, os itens ausentes eram providenciados somente depois de uma necessária solicitação polida, mas direta e enfaticamente feita.

Apesar de tudo, em nenhum momento houve qualquer intenção de desculparem-se como forma de, no mínimo, assumirem as falhas ocorridas visando a uma auto-avaliação do atendimento de um estabelecimento voltado para um seleto grupo de turistas. Nem por isso, deixaram de cobrar os 10% relativos à taxa de serviço, taxa essa duvidosa frente às falhas ocorridas em nossa estada inferior a 24 horas.

Deselegante também foi o fato de termos sido obrigados a solicitar a nota fiscal, caso contrário, teríamos saído simplesmente portando os agradecimentos da recepcionista pela emissão do cheque referente ao pagamento relativo ao restante da diária em complemento ao depósito feito como sinal.

Lamentável essa experiência, mesmo porque a pousada estava com as suas acomodações praticamente vazias. Talvez atendam às expectativas de um público menos exigente ou complacente, ao qual, certamente, não fazemos parte.

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